Fighter Magazine: Caro Fábio, como surgiu a iniciativa de organizar um curso militar com parceria da revista Fighter?
Fábio Bueno: Tenho observado a grande circulação da Fighter Magazine dentro das Corporações de segurança, principalmente das militares. Muitas pessoas gabaritadas acabaram tornando-se leitores assíduos e por vezes colaboradores da nossa revista. Por conseqüência, também foi observado o forte vínculo entre agentes de segurança e artistas marciais, logo a idéia de aproximar mais estes segmentos surgiu com a iniciativa de promover este tipo de curso.
F.M.: Por que a contratação do Mestre Dayverson Wágner?
F.B.: Mestre Dayverson foi muito bem recomendado por outro grande expoente do segmento de defesa pessoal e cursos táticos, chamados Erasmo Carlos, Presidente da ABraPAM e militar da Marinha do Brasil. Além da recomendação do Prof. Dr. José Augusto Maciel Torres, o qual já havia contratado Mestre Dayverson para ministrar diversos seminários em Salvador/ BA. Além disso, Mestre Dayverson é meu conhecido e colunista da Fighter e pessoa altamente qualificada, segundo a minha opinião.
F.M.: O senhor Pretende dar continuidade na organização de cursos desse tipo?
F.B: Com certeza! Pretendo fazer mais uma vez o nível 1 do Extreme Combat System para poder juntar uma turma grande e assim ter quorum suficiente para organizar o nível dois (avançado) deste mesmo curso.
F.M.: E quanto às outras modalidades de defesa pessoal e artes marciais?
F.B.: Com o passar do tempo, terei mais know-how para dar seqüência a este tipo de atividade e, se tudo der certo, farei mais cursos e seminários com vários mestres de diferentes modalidades. Eu acho que é uma grande oportunidade para fazer com que o segmento de artes marciais cresça no Brasil, dado a falta de elementos impulsionadores no mercado, para o leitor ver como exemplo, hoje a Fighter Magazine é a única revista de banca com alta tiragem e distribuição nacional destinada a todas as artes marciais. Nós temos grandes revistas como a Gracie Magazine, Tatame, Nocaute, Pegada etc., mas são voltadas exclusivamente para o esporte. O que eu puder fazer para o crescimento das artes marciais eu farei, pois assim a revista será mais lida, teremos mais adeptos, mais patrocinadores etc. Todo mundo ganha!
F.M.: O senhor Participou do curso, conte como foi esta experiência.
F.B.: Vou confessar que estava ansioso para participar, pois além de ganhar um conhecimento a mais, tive a oportunidade de sentir na pele e poder falar com propriedade sobre este tipo de curso. Senti uma grande confiança no mestre Dayverson, ele impõem muito respeito e tem uma didática exemplar. É um homem que devemos louvar, pois vive em ação. Mesmo assim foi paciente e calmo durante o ensino.
No intervalo do curso, já havia pessoas me indagando sobre a seqüência (nível 2) do curso. Um excelente sinal de aprovação. Comentários via e-mail diziam: “ O curso foi de alto nível, pode contar comigo no Nível 2”. Realmente o curso foi além das minhas expectativas. Apenas recomendo que o participante treine imediatamente após o curso para não esquecer as técnicas.
F.M.: Para quem o senhor recomenda este curso?
F.B.: Recomendo para todas as pessoas que precisam se defender. Principalmente aquelas que estão expostas o perigo. Não é para sair esfaqueando as pessoas, mas para estar apto a salvar a sua vida ou a de outrem. Muitos artistas marciais também devem fazer este curso para agregar seu currículo e pela plasticidade e beleza dos movimentos ensinados. Outro aspecto positivo foi a união e a oportunidade de conhecer novas pessoas, pois estiveram presentes alunos que são mestres conceituados e tiveram a humildade de participar do curso, demonstrando assim serem possuidores de grande caráter, além da excepcional força de vontade por terem vindo de outros estados como Paraná, Minas Gerais e demais cidades distantes dentro do nosso estado.
F.M.: Deixe um recado.
F.B.: Quero agradecer ao Mestre Dayverson pelo grande profissionalismo; a minha esposa pela dedicação e companheirismo inabaláveis; ao meu mestre Anassielkin que me surpreendeu com a disposição em me auxiliar, o que foi fundamental para a execução do curso; Ao Fábio Balerini e ao Denys Altistut que gentilmente cederam o local, que por sinal foi um fator que engrandeceu muito a qualidade do evento; ao Polvo do SUPERFIGHT e ao Marquinhos da Revista Pegada pela cobertura jornalística e principalmente a todos os participantes do curso, pois sem eles nada teria acontecido.